Uma fofoquinha

Um dia, meu pai atirou em alguém.
O motivo foi banal: uma fofoca.
Uma fofoca mal contada, mas com um fundo de verdade.

Longe de defender essa ação, só quero pensar nas fofocas.
Domingo, fizeram uma comigo. Com um leve fundo de verdade.
Eu não atirei em ninguém; só peguei meus livros e saí.
Talvez porque não sei usar uma arma.

Acho que não sou tão diferente do meu pai.
E meus amigos são tão maus quanto os dele.

Ninguém deveria usar uma arma, assim como,
ninguém deveria fazer fofoca de outrem.

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