Inacabado
Descemos do ônibus e caminhávamos pela calçada. Acabara uma chuva torrencial e havia várias poças de água espalhadas pela avenida. Circundávamos um parque que nos levaria ao nosso destino, uma maternidade pública de Goiânia.
Um carro vermelho surgiu lentamente, como quem espreita, como se quisesse contar-nos um segredo. Os vidros escuros não permitiam ver quem o conduzia. Ao nos encontrar desprotegidas de qualquer auxílio, acelerou e nos deixou completamente encharcadas.
Enquanto a água suja escorria pelas minhas pernas, eu soube:
minha irmã morreria naquela tarde.
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