Notas sobre o conto "Então, adeus!"
No conto Então, adeus!, temos a incompreensão daquilo que será o futuro. Ainda que incerto, ele revela que nem todas as despedidas se concluem por completo. Há despedidas que permanecem abertas, ecoando no tempo e na memória.
Falar de despedidas é falar de um espaço de profunda carga emocional, do fim de uma relação. Alguns finais são quase banais: um café, um chá matcha sobre a mesa, e lágrimas escorrendo por um rosto que, pouco antes, estava feliz.
O momento da despedida carrega tensões emocionais e afetivas; quase toda despedida é uma forma de sofrimento. Ela exige um deslocamento interno, uma aceitação difícil da perda e do silêncio que se instala depois.
Para pessoas como eu, as despedidas podem ser ainda mais intensas e desagregadoras do que o “comum”, do que o “esperado”. Talvez por isso eu evite me despedir. E, quando o faço, escolho uma linguagem intimista, como quem precisa finalmente soltar tudo aquilo que ficou preso.
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