Mi Cuba Hermosa


Passei por La Habana, uma cidade nova para mim. Li muito sobre esta cidade: li livros, jornais e posts.

Nenhum deles foi capaz de sintetizar como, de fato, ela é; tampouco serei capaz de fazê-lo.

Ontem, saindo do aeroporto, me surpreendi com o quão longe ele é da cidade (cerca de 30 minutos de carro). Tivemos que compartilhar um táxi. Eu sou capaz de fazer amizade com todo mundo, e não foi diferente dentro do avião: quando desci, já tinha “amigos” para compartilhar a corrida.

Dentro do táxi, um Audi novo, vi uma cidade moderna — uma cidade que eu não esperava. Hotéis elegantes, semáforos com contagem regressiva e outras coisas me fizeram pensar: “não era essa a cidade parada no tempo?”.

Já no centro de Habana, a surpresa seguiu. Afinal, vi uma cidade diferente a cada esquina: em meio a prédios quase caindo aos pedaços e sem manutenção, carros modernos, praças com cubanos segurando seus iPhones.

Chego, então, ao início deste texto. Conhecendo o tão sonhado Museu da Revolução, tive que sentar e escrever uma nota no telefone (afinal, a internet não está em todo lugar). Vi botas revolucionárias, bonecas revolucionárias, fotos e mais fotos de um passado que sempre me emocionou — e hoje me fez pensar: que revolução é essa?

Aqui podemos encontrar tudo: camisetas, colares, copos com a foto do rosto de Ernesto.
Até tudo bem — cada um compra o que quiser com seu dinheiro —, mas ninguém compra a ilusão de um sonho.

Um sonho que hoje se desfez. La Habana é maravilhosa, mas não é a dos meus sonhos.


Escrito em Dezembro de 2017 na cidade de La Habana, Cuba. 

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